terça-feira, 13 de agosto de 2019

Rito Schröder


Por Luiz Muller

O Rito Schröder é um ritual maçônico utilizado amplamente nas Lojas da Alemanha. Criado por FRIEDRICH ULRICH LUDWIG SCHRÖDER, que foi um dos reformadores da Maçonaria Alemã, e submetido aos Mestres de Hamburgo em 29 de junho de 1801, que o adotaram por unanimidade, desde logo, conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origem alemã e logo recebeu o cognome de seu fundador, RITO SCHRÖDER.
Por sua simplicidade e beleza, o RITO SCHRÖDER tem sido erroneamente conhecido como Rito Escocês Simplificado. Alguns autores, insistem em publicar que o RITO SCHRÖDER teria, afora os três graus simbólicos, mais quatro graus superiores, os quais, entretanto, teriam sido abandonados no decorrer dos anos, outros, atribuem ao seu criador a pecha de “Cagliostro da Alemanha” e afirmam que o seu ritual é místico, eivado de alquimia, magia e outras titulações, totalmente em oposição ao seu propósito.
Diz-se que a Maçonaria apareceu na Alemanha em 1727, com a fundação da Loja “Charles die reunion” (“Carlos a reunião”), no Oriente de Manheim pelo Conde de Schaumburg, Irmão Albrecht Wolfgang. Contudo a Loja, trabalhou a descoberto, não tendo registro de reconhecimento. O nome francês pode ter sido a causa. A Loja número um da Alemanha é a Loja “Absalon Zu Den Drei Nesseln Nº 1” (“Absalon às Três Urtigas”) de Hamburgo, fundada em 06 de dezembro de 1737 com o nome de Loge d’ Hambourg e assim denominada até 1743. Loja na qual Frederico, o Grande, foi recebido. Esse evento foi um sinal. Em seguida, novas Lojas foram fundadas em todas as cidades maiores da Alemanha dando vigor à Maçonaria Alemã.
Foi o Barão de von Hundt, que em 1764 estabeleceu firmemente a influência dos Templários dentro da tradição maçônica e divulgou nas Lojas Alemãs as práticas do Capítulo de Clermont, sob o título de “Strike Observanz” ou “Rituais Latinos da Estrita Observância”, também conhecido como “Observância Rigorosa”. Esta prática ressuscitara a Antiga Cavalaria que com seus coloridos e sugestivos graus, trouxe com elas todas as adulterações que, de forma crescente, tiveram ingresso aos ensinamentos puros do Antigo Ritual Inglês, desviando a Maçonaria e os maçons do seu simbolismo de origem. Esta época foi denominada como o “grande desvio”.
Estes distúrbios levaram , em 1775, a realização de uma Convenção em Wiesbaden e outra, em 1782, em Wilhelmsbad, próximo à Hanau, quando foi fixado como objetivo da Maçonaria alemã, o aperfeiçoamento moral em base da religião cristã; porém simultaneamente também a ainda não completamente apagada preferência pela coletividade de cavaleiros (isto é, nobreza), fundava um novo grau – “Cavaleiros da Beneficência”. Neste sistema de Wilhelmsbad ou sistema “Escocês Retificado” mesmo os sóbrios e democráticos Irmãos de Hamburgo não se abstiveram de desfilar como “Muito Excelente Cavaleiro Templário”.
Foi este estado de declínio do Rito da Estrita Observância que inspirou ao Irmão Friedrich Ulrich Ludwig SCHRÖDER em dar um novo Ritual à Maçonaria Alemã que, segundo suas intenções e concepções representasse uma Maçonaria Humanista.
Em 1789, diante da febre de reformas que se apodera da Maçonaria Alemã, quando as Lojas de Hamburgo alteraram as cerimônias, símbolos e insígnias, o Irmão SCHRÖDER sentiu que este caminho seria a ruína da Instituição e apôs-se tenazmente aos reformistas, com seus propósitos.
Convencido da necessidade urgente de reformular a Maçonaria Alemã, através do restabelecimento da prática da verdadeira e antiga Maçonaria, SCHRÖDER começou em Hamburgo, em 1790, a elaborar um novo ritual para a Grande Loja Provincial da Baixa-Saxônia, subordinada à Grande Loja de Londres, isto é a Grande Loja dos Modernos como assim diziam os que se intitulavam “Antigos”, que não possuía um Ritual escrito em inglês com um texto autêntico.
A reação de SCHRÖDER fez com que os maçons de Hamburgo verificassem que havia necessidade de expurgar todas as excentricidades e vícios que estavam desnaturalizando a Maçonaria. e, criando uma “Comissão de Estudos”, confiaram-lhe a presidência da mesma. Isso levou-o a abolir todos os enxertos que já tomava de assalto a Maçonaria Alemã.
Perseverante, estudioso e incansável, SCHRÖDER baseou todo o seu trabalho sobre o texto de “Three Distinct Knocks…”,.
Ele sentia profundamente que princípios éticos e morais eram a essência da Maçonaria e ele os formulava com grande cuidado e em colaboração com os mais educados maçons do seu tempo. Isto dá ao seu Ritual um caráter particular próprio, expressando tendências espirituais da Alemanha por volta do século XVIII. A tendência para a Maçonaria Cavalheiresca ou Templária com um forte conteúdo Cristão – e mesmo Católico Romano, tinha desaparecido, bem como todos os elementos de esoterismo e ocultismo que dominavam a Maçonaria da sua época, restaurando o Antigo Ritual Inglês, adaptando-o porém para a cultura e para o idioma germânico Fortaleceu-se a tendência de que moral elevada e princípios éticos deveriam ser as essências características da Arte Real.
Em 29 de junho de 1801, na magnífica sessão em que os Veneráveis Mestres das Lojas de Hamburgo aprovaram por unanimidade o novo Ritual, estava na verdade reunida a Grande Loja Provincial de Hamburgo e da Baixa-Saxônia, no que hoje chamaríamos de Assembléia Geral. Este fato por si só atesta a regularidade e a importância que o novo Ritual teve já no seu nascimento oficial. Seu idealizador, o Irmão Friedrich Ulrich Ludwig SCHRÖDER, ocupava o cargo de Deputado do Grão-Mestre, que era o maçom ilustre e celebrado Dr. Beckmann, e as Lojas de Hamburgo o adotaram por unanimidade. Depois de mais uma revisão de certas passagens, que não tinham concordâncias com a cerimônia, foi impressa uma edição limitada para todas as Lojas de Hamburgo. Desta edição existe somente uma cópia pertencente a uma Loja na cidade de Celle, cujo exemplar felizmente tem sido possível estudar. Por sua simplicidade e beleza, desde logo conquistou numerosas Lojas em toda a Alemanha e em outros países, onde passou a ser praticado, principalmente, por maçons de origens alemãs e logo recebeu o cognome de seu criador – RITO SCHRÖDER.
O RITO SCHRÖDER realmente ocupa uma posição de destaque entre os Ritos Maçônicos pela concordância com o Rito da Grande Loja Mãe da Inglaterra, pela eliminação de todos os adiantamentos inseridos no final do século XVIII, pelo espírito puro de humanismo, presente em seu cerimonial, e pelo brilho da linguagem clássica do alemão.
É um rito muito simples e trabalha, como o de York, apenas na chamada pura Maçonaria ou seja, na dos três graus simbólicos, já que não possui Altos Graus.

Graus Simbólicos
1 – Aprendiz
2 – Companheiro
3 – Mestre

O rito Schröder não possui graus filosóficos.


Publicado no excelente blog      https://www.templomaconico.blogspot.com

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Rito Palavra de Maçom


Wikipedia

De acordo com vários maçonólogos, o Rito da Palavra de Maçom (Mason’s Word), criado por volta de 1637 na Escócia seria o rito mais antigo  da Maçonaria  chamada “especulativa”[1]. O rito foi fundado por maçons escoceses calvinistas e presbiterianos de Kilwinning para substituir o ritual Inglês e Anglicano dito das Antigas Obrigações operativas da Idade Média e do Renascimento[2]. A partir de 1696, os maçons desejaram criar uma arte da memória conforme os princípios do Calvinismo, isto é, não baseado em imagens visuais, mas exclusivamente em imagens verbais como as metáforas e alegorias. Posteriormente, depois de ter passado por várias influências, anglicanismocatolicismo, a Grande Loja de Londres o transforma em 1717, em rito filosófico universal que se tornou a matriz do ritual de três graus praticado pela Maçonaria contemporânea.

Contexto do aparecimento

John Knox.

A expressão Palavra de Maçom que está na origem do rito é sem dúvida modelada na expressão Palavra de Deus ou “Palavra do Senhor”. É por essa expressão que os calvinistas da Escócia designavam a Bíblia, referência entre todos, o Sola scriptura[2] de Lutero. Ao usar esta expressão da “Palavra de Deus”, os calvinistas pretendiam retornar a um cristianismo autêntico, antes das práticas da Igreja dos Católicos romanos, estes últimos sendo considerados por eles como “idólatras” e “góticos”, aludindo à construção de catedrais na França e no resto do Continente europeu.
Para compreender a história do Rito Palavra de Maçom, devemos primeiro lembrar o contexto, ou seja, em primeiro lugar, que a chegada do reformador calvinista John Knox (15141572) na Escócia (1555 e depois em 1559 para ali fundar a Reforma) estava na origem de profundas convulsões no plano da organização das irmandades até então católicas. Como resultado de suas novas conversões, aquelas de maçons que se tornaram presbiterianos por sua vez, desejavam reformar a prática das antigas regras e retornar a uma leitura escriturística das Obrigações (Charges). A reorganização das Obrigações levou a muitas mudanças nas lojas operativas que se tornaram mais abertas à livre interpretação das Escrituras de acordo com o princípio da liberdade de julgamento dos reformadores. Além disso, a abolição do culto aos santos, a rejeição da estética católica e a controvérsia da época sobre a arte da memória levou os maçons das lojas presbiterianas a desenvolver um método de simbolização baseado mais em diálogos e metáforas literárias do que nos símbolos gráficos das Antigas Obrigações [3].

Fontes e evoluções do Rito Palavra de Maçom

A Loja Kilwinning no 0.
Os testemunhos incluindo a expressão “Mason Word” são numerosos e foram em seu tempo examinados pelo maçonólogo David Stevenson. Isto representa um total de cerca de vinte textos escoceses escritos no século xvii e uma dúzia de textos britânicos do século xviii.
O Rito Palavra de Maçom teria sido elaborado dentro da loja calvinista[n 3] Kilwinning n° 0 entre 1628 e 1637. Os documentos mais antigos sobre ele mencionam um ritual que consistia em receber em loja um novo membro, dando-lhe um aperto de mão (origem da “garra”) enquanto os nomes das duas colunas do Templo de Salomão eram comunicados, com referência à passagem bíblica da Epístola de Paulo aos Gálatas (Gl 2,9), lembrando a troca das apertos da mão direita (mão da verdade) entre Tiago, Pedro e João, de um lado, e Paulo de Tarso, de outro.
Documentos posteriores pertencentes aos textos fundadores da Maçonaria em particular, o “Manuscrito dos Arquivos de Edimburgo” (“Edinburgh register house” que data de 1696 e que era o ritual da loja Canongate Kilwinning, ” [4] , mostram evoluções significativas desde aquela época. Eles mencionam em particular  um “catecismo” por perguntas e respostas, a prática dos cinco pontos do companheirismo[5], bem como a transmissão de uma palavra adicional em “M.B.” ao segundo grau [6].

Bibliografia

Notas

[1] No sentido da palavra inglesa da época.  Diríamos hoje “filosófico”.
[2] Cerimônia de admissão a uma corporação de maçons antes do século xvii.
[3] Os historiadores podem determinar se uma loja era calvinista, católica ou anglicana examinando alguns detalhes em seus rituais ou outros documentos de arquivo, tais como a presença ou ausência do qualificativo. holy (santo) ao lado do nome de uma capela, ou mesmo em alguns manuscritos referências mais explícitas, por exemplo ” Santa Igreja Católica no manuscrito Dumfries no 4 de 1710 (ver, por exemplo, Négrier 2005 pp. 106 e 109).
[4] Trata-se da loja de Canongate, pequena aldeia a leste deEdimburgo. Esta loja, cujos arquivos datam de 1630foi anexada à Loja Presbiteriana de Kilwinning em 1677.  (Stevenson 2000, p. 64)
[5] Que alguns autores associam aos cinco pontos calvinistas da TULIP (Negrier 2005, passim).
[6] Os rituais maçônicos do século xvii só conhecem dois graus: aprendiz e companheiro-mestre.

Copiado do Blog REVISTA BIBLIOTECA
https://bibliot3ca.com/2018/12/28/rito-palavra-de-macom/

terça-feira, 27 de março de 2018

MAÇONARIA - origem e graus


Muitos já questionaram.
Respostas?
Ou possíveis respostas.
São várias, inúmeras,
Com sentido, sem sentido.
Com fatos, propostas,
Matérias impostas,
apostas.
Incompletas, adjetas,
Faltam dados,
histórico,
Folclórico, pictórico,
Sem atas,
Inacabadas, inexatas.
O que é comum?
De um lugar comum,
Coisa comum,
Senso comum,
O mais comum?
Os graus,
misteriosos graus.
E do Aprendiz, como se diz,
É para conhecer.
Do Companheiro, o olheiro,
Para aprender.
E o Mestre, o ilustre, o Grão Mestre,
Para ascender.
Graus fundamentais,
Principais, originais,
Tradicionais, acidentais
Ou mesmo, incidentais...
Que escondem,
Iludem, invadem,
Agridem,
Eles ensinam e respondem.
... mas nem tudo respondem.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A RITUALÍSTICA DO RITO SCHRÖDER



Abertura Da Loja No Rito Schröder

A abertura de um templo no Rito Schröder é precedida de um Trabalho de Templo, quando o V\M\ se reúne com seus Oficiais para preparar a Sessão.
Depois de tudo definido, o V\M\ arma o Compasso e o Esquadro no Grau de Aprendiz sobre o Livro da Lei, que irá permanecer fechado durante toda a Sessão, e convida os Oficiais para ocuparem seus lugares.
Em seguida, o V\M\ solicita que o 1º Diac\ verifique se o Templo está coberto, se os presentes são todos maçons, e se estão com suas insígnias, para então conduzi-los à Oficina em cortejo organizado, tendo à frente os Grandes Oficiais e Mestres Instalados, que incluem os V\M\ e P\M\ presentes, e na sequencia, os MM\, CC\ e AA\, sejam eles visitantes ou membros da loja.
De acordo com a ritualística, o cortejo deverá ser conduzido em torno do Tapete, pelo Norte, do Ocidente ao Oriente, sendo que o 1º Diac\ao chegar no Oriente, ali permanecerá para orientar e indicar os lugares dos maçons ali presentes.
O 2º Diac\ permanecerá no Ocidente e irá indicar os lugares aos MM\, no Sul e no Norte, nas fileiras de trás. Os CC\ao Sul, e os Ap\ao Norte, irão sentar nas primeiras fileiras.
Entretanto, a entrada também poderá ser feita com menos formalidades, sem o cortejo, apenas com o auxílio dos Diáconos para que cada Ir\ tome seu assento e aguarde a Abertura dos Trabalhos na Oficina.
Após os Irmãos em seus respectivos lugares, o 1º Diac\irá se dirigir ao Sul, pelo Ocidente, e de lá, após dar três batidas fortes com seu bastão no chão, comunicará ao V\M\ que “por vossa ordem, todos os Irmãos estão reunidos no Templo”. 

- Desdobramento do Tapete e Acendimento das Três Pequenas Luzes

Na sequência, os Irmãos Diáconos, por determinação do V\M\, estendem o Tapete que se encontra dobrado antes da abertura do Templo. A abertura é feita ritualisticamente, seguindo o caminho do Sol, do Oriente para o Ocidente, “para que os primeiros raios do Sol incidam sobre o Tapete”.
O V\M\ entrega ao 1º Diac\ uma pequena vela auxiliar, presente no Altar, que é acesa e levada aos Vigilantes para que acendam as velas sobre suas mesas. Em seguida aguarda a chegada do V\M\ na posição Nordeste do Tapete, para que este acenda a grande vela que o representa e encontra-se apagada ao lado do seu respectivo castiçal. O 1º Diac\ apaga a vela auxiliar que carrega e retorna ao seu lugar no Oriente.
Inicia-se o ritual para acendimento das Três Pequenas Luzes da Oficina, representada por grandes velas amparadas por seus castiçais, que podem ser apoiados em colunas, porém sem conotação ritualística.
Após o V\M\ e os Vigilantes se colocarem ao redor do Tapete com as velas acesas em suas mãos, o V\M\, de frente para o Ocidente, apóia a primeira grande vela, com as seguintes palavras: “-Sabedoria, dirige nossa Obra!”, e coloca-se à Ordem. O 1º Vig\,de frente para o Oriente, o segue com a exaltação: “-Força, executa-a!”. Por último, o 2º Vig\, que diz em bom som: “-Beleza, adorne-a!”. Os três fazem e completam o sinal do grau e retornam ao seus lugares.
Ressalta-se que estas grandes velas, mesmo quando seus castiçais são apoiados em colunas, estas não representam as colunas do Templo de Salomão, mas sim colunas simbólicas que representam a Sabedoria, a Força e a Beleza, que simbolicamente sustentam as Três Pequenas Luzes da Oficina, que segundo a visão de Schröder, são o Sol, a Lua e o V\M\.
Na sequência, o V\M\ retorna ao seu lugar no Oriente e retoma a ritualística para a conclusão da Abertura da Loja. Solicita que todos se coloquem “à Ordem” e inicia uma série de perguntas a serem respondidas pelos Diáconos e Vigilantes, de acordo com o previsto no ritual de cada grau. Após as respostas conclui dizendo que está na posição de V\M\ por livre escolha dos Irmãos e faz a leitura de uma oração. Ao término, em conjunto com todos os Irmãos, o V\M\completa o sinal do grau da Sessão e declara que “a Loja está aberta” e convida a todos por uma “saudação” (todos executam a bateria maçônica na batida do grau).
É feito a leitura e aprovação dos balaústres anteriores, se houver, e dos expedientes, selecionados anteriormente e considerados de interesse dos Irmãos. Em seguida é anunciada a Ordem do Dia ao Secretário da Oficina, para que se dê o devido prosseguimento.

Encerramento Da Loja No Rito Schroeder

Encerrados os trabalhos o V\M\, desejando fechar a loja, pergunta ao 2º Vig\ se alguém solicita a palavra a bem da Loja ou da Maçonaria em geral.
No rito Schröder, a palavra é concedida somente pelo 2º Vig\. Este pergunta para toda a Oficina, inclusive para Aprendizes e visitantes, se alguém deseja fazer o uso da palavra. E pela ritualística, para o Irmão se utilizar da palavra deverá se pôr de pé e estender o braço e a mão direita.
O 2º. Vig\ concederá a palavra a todos, e não segue uma ordem de prioridade, podendo ir indistintamente ao Oriente, Ocidente, Norte ou Sul.  Em geral, o 2º Vig\, que normalmente deixa sua fala por último, segue pela ordem em que os irmãos se manifestaram, independente de grau ou posição em loja.
Uma vez que todos já falaram, ou se não houve manifestação, o 2º Vig\informa ao V\M\, de acordo com o ritual, que “ninguém (mais) se manifestou”.

- O Tronco de Beneficiência
O V\M\então informa que irá encerrar o trabalho com “uma ação de amor” e solicita ao 2º Diac\que “lembremos dos pobres”.   É apresentado o Tronco de Beneficiência, uma esmoleira que circula por toda a loja, fazendo um único giro, ou seja, e passando por todos os irmãos “sem qualquer formalidade”, sempre no sentido horário, que termina na mesa do Ir\ Tes\. O resultado da coleta deve ser registrado na ata de forma direta e objetiva nos valores em vigor no país (Reais).

- Apagamento das Três Pequenas Luzes e o Dobramento do Tapete
O V\M\ pergunta ao 1º Vig\ por que o seu lugar é o Ocidente, q ao receber a resposta, informa que “os trabalhos estão encerrados” e solicita que este cumpra o seu dever no fechamento da Oficina. E assim é feito. O Irmão 1º Vig\ coloca a Oficina em Ordem e informa a todos sobre o encerramento em honra do GADU.
Em seguida, o V\M\ e os Vigilantes seguem para junto de suas respectivas “Pequenas Luzes” (grandes velas) na borda do Tapete e inicia o apagamento na seguinte ordem e dizeres: pelo 1º Vig\, “ A luz se apaga, mas em nós continua a atuar o fogo da Força”; o 2º Vig\,”A luz se apaga, mas em torno de nós permaneça o brilho da Beleza”; e, por fim o V\M\,”A luz se apaga, mas sobre nós continua a brilhar a luz da Sabedoria”.
Apagadas as grandes velas, o 1º. Vig\solicita aos Irmãos 1º e 2º Diac\ que dobrem o Tapete. Da mesma forma que na abertura, o Tapete é dobrado ritualisticamente, do Oriente para o Ocidente, seguindo o movimento do sol.

- A Cadeia de União e Saída da Oficina
Todas as Sessões do Rito Schröder encerram-se em Cadeia de União, inclusive as de Iniciação, Promoção e Elevação.
A Cadeia de União é normalmente formada, tomando-se com a mão direita a esquerda do Irmão vizinho da direita e assim ela é sempre fechada, e os Irmãos que estão nos lados do V\M\, que ficará de pé atrás do Altar, colocam as mãos sobre os ombros dele (ou sobre o Altar) para que o V\M\ possa ficar com as mãos livres em auxílio à leitura da Oração de despedida que destaca a fidelidade que os nossos irmãos devem ter uns com os outros.
Concluída a oração, o V\M\ saúda a todos com a bateria maçônica do grau, por 3x3. Os Irmãos retribuem também com a bateria maçônica por 3x3.
O V\M\ deseja a todos “Paz, Alegria e Harmonia” e o 1º Diac\ conduz o cortejo de para fora da Oficina na seguinte ordem: Grão-Mestre e Grandes Oficiais, Veneráveis Mestres, Mestres Instalados, Mestres, Companheiros e Aprendizes. Todos passam por fora do Tapete.
Em sequencia, o 1º Diac\ retorna ao Templo para orientar a saída de todos os Oficiais da Oficina, tendo a frente o V\M\, sem uma ordem específica.